Curitiba, 09 de Setembro de 2010
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Propedêutico

O Propedêutico no Doc. 55 da CNBB

            A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em suas Diretrizes Básicas da Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil, de 1994, ressalta como deve ser a formação do Propedêutico. Segue abaixo alguns pontos que justificam um estudo mais aprofundado e institucionalizado para o propedêutico.

            Cresce o número de jovens que ingressam na formação presbiteral após ter completado o segundo grau, sem passar pelo Seminário Menor ou por grupos vocacionais. De um lado, este fato é sinal de um enriquecimento, sendo muitas vezes estes candidatos portadores de experiência de fé viva e madura e de séria bagagem cultural; por outro lado, não raramente verifica-se uma discrepância, que se manifesta por diversos fatores.

Ø  uma visão fragmentada da própria experiência de vida e da sociedade;

Ø  o atual ensino do 1° e 2° graus não contribui para modificar essa situação;

Ø  grande fragilidade das convicções básicas humanas e de fé, mesmo naqueles que vêm de experiências de vida cristã de nossas comunidades eclesiais;

Ø  carência de uma iniciação à vida comunitária;

Torna-se, assim, necessário, cada vez mais, um período de preparação dos candidatos antes de ingressarem no Seminário Maior, até mesmo para aqueles que vêm do Seminário Menor e de grupos vocacionais.

            Esse período denominado Propedêutico, “tempo de preparação humana, cristã, intelectual e espiritual para os candidatos ao Seminário Maior” (PDV 62), em vista de um discernimento vocacional, seja organizado como uma instituição autônoma, distinta e articulada com as outras etapas da formação, levando em consideração as seguintes indicações:

Ø  residência ou local próprio, com programação específica;

Ø  não inferior a um ano;

Ø  após o 2º grau;

Ø  uma equipe responsável, valorizando a presença de leigos, homens e mulheres (PDV 66)31.(...)

(...)Para capacitar os candidatos ao Seminário Maior e suprir as suas deficiências de ensino, recomenda-se introduzir ou reforçar alguns aspectos da dimensão intelectual, visando, ainda, amenizar o impacto que a filosofia freqüentemente exerce sobre os iniciantes:

Ø  metodologia de estudos;

Ø  português: gramática, redação e literatura;

Ø  uma língua estrangeira moderna;

Ø  ciências sociais: história, geografia e política;

Ø  cultura brasileira;

Ø  formação da consciência crítica da realidade;

Ø  música, artes sacras, cultura popular e teatro;

Ø  noções de liturgia e espiritualidade;

Ø  introdução ao Mistério de Cristo e da Igreja, podendo basear-se no Catecismo da Igreja Católica.(...)

 
 
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